segunda-feira, 15 de junho de 2015

As metas do PNE: prazos e concepções das políticas públicas












Aproxima-se o fim do primeiro ano de vigência do Plano Nacional de Educação, e até agora pouca coisa foi feita em relação ao cumprimento das 20 metas e das 254 estratégias do PNE.

No que diz respeito aos planos estaduais, distrital e municipais, apenas 3 estados (MA, MT e MS) aprovaram suas leis locais e 2,6% dos municípios (145 do total de 5.570) finalizaram o processo nas Câmaras Legislativas com a consequente sanção do Executivo.

Embora o prazo para elaboração dos planos subnacionais termine em menos de duas semanas, a CNTE considera mais importante, nesse momento, que seja priorizado o debate democrático em torno da elaboração dessas leis, à luz dos que determina o art. 8º, § 2º do PNE.

Por outro lado, independente de os planos decenais estarem ou não aprovados, os gestores públicos - principalmente dos estados, DF e municípios, responsáveis diretos pela oferta educacional no nível básico - estão obrigados, a partir de janeiro de 2016, a garantir a matrícula de todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos, nos termos da Emenda Constitucional nº 59. E o descumprimento dessa prerrogativa deverá acarretar sanções punitivas aos gestores.
No tocante aos trabalhadores em educação, no próximo dia 24 de junho termina o prazo para a União estabelecer, em parceria com os demais entes federativos, a política nacional de formação dos profissionais da educação (meta 15) e a política nacional de formação continuada para os/as profissionais da educação de outros segmentos que não os do magistério (estratégia 15.11). Outro prazo importante para este período refere-se à constituição do fórum permanente, com representação da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos trabalhadores da educação, para acompanhamento da atualização progressiva do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica (estratégia 17.1).

Sobre esses prazos, o ministro da Educação, na última audiência com a CNTE, garantiu que a Comissão de Acompanhamento do Piso seria constituída a tempo e que as políticas de formação de professores e funcionários estariam em fase de adaptação dos Decretos 6.755/2009 e 7.415/2010. Porém, a reivindicação da CNTE, sobre a formação profissional, é para que os decretos sejam transformados em Lei, por meio de projeto do Poder Executivo enviado ao Congresso Nacional.
Ainda em relação à valorização dos profissionais da educação, a CNTE aguarda do MEC a exposição das políticas que o Ministério pretende desenvolver em cooperação com os entes federados, especialmente para o cumprimento da meta 18. Essa manifestação é importante, uma vez que o Congresso, avesso à orientação da CNTE, está em vias de aprovar o PL 6.114/09, que institui o Exame Nacional de Avaliação do Magistério da Educação Básica (Enameb), antes mesmo de se conversar sobre a qualificação da carreira dos profissionais das escolas públicas. Em outra frente, o STF pronunciou-se favorável à terceirização de todas as funções escolares, inclusive de professores, e os municípios se articulam para instituir carreiras temporárias para professores ou mesmo para terceirizar por completo as futuras contratações de docentes e funcionários.

Sobre essa polêmica decisão do STF, a CNTE é incondicionalmente contra a flexibilização das carreiras e dos direitos dos trabalhadores em educação, e considera que a decisão deve ser revista pelo Tribunal ou simplesmente ignorada pelos gestores públicos, caso o país deseje, de fato, implementar o PNE com a perspectiva de elevar a qualidade da educação pública. E caso os gestores optem por pautar essa aberração jurídica, a categoria saberá responder com muita mobilização a esse ataque contra a qualidade da educação e a valorização de seus profissionais.

Em relação ao Enameb, a alteração feita pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados ao projeto original do Senado, substituindo o caráter de avaliação de desempenho por avaliação de conhecimento dos professores, em nada altera o objetivo final do Exame, que se concentra em criar política remuneratória com base na certificação e em utilizar o resultado da prova para contratação temporária ou emergencial de docentes pelos sistemas de ensino, distorcendo gravemente a proposta de Prova Nacional para os Docentes, instituída no § 3º do art. 67 da LDB, que tem como único objetivo possibilitar a contratação em quadros efetivos de profissionais pelos estados e municípios.

Por fim, é preciso destacar que o atual contingenciamento das receitas do MEC - ainda que direcionado mais às políticas de transferência de recursos para a iniciativa privada (Fies e Pronatec) - e a falta de regulamentação dos recursos da União relativos aos royalties do petróleo (Lei 12.858), depõem contra o cumprimento da meta 20 do Plano Nacional de Educação e contra a perspectiva de regulamentação do Custo Aluno Qualidade (inicial e permanente) dentro dos prazos legais, devendo ser revisto o quanto antes pelo Governo Federal.






sábado, 13 de junho de 2015

SOLENIDADE DE POSSE DA NOVA DIRETORIA DA APLB SINDICATO - DELEGACIA COSTA SUL - EUNÁPOLIS

 Por: Ronaldo Oliveira - Secretário de Imprensa - APLB
Foto Atlânticanews
A APLB- Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, Delegacia Costa sul e seus respectivos núcleos: APLB Itamaraju, APLB Jucuruçu, APLB Belmonte e APLB Itapebi, realizaram às 18:00 horas e 30 minutos do dia 11 de junho de 2015, uma Solenidade na Câmara Municipal de Eunápolis dando posse às suas novas Diretorias para o Quadriênio 2015-2019.
O evento contou com a presença de professores, funcionários de escolas, Secretaria de Educação de Eunápolis, Sindicatos locais e regionais, o Partido dos Trabalhadores, Coordenadores regionais da APLB, MST, o Site Atlânticanews, Diretores de escolas municipais, entre outros convidados.
Na oportunidade, a Diretora Jovita Lima agradeceu toda a categoria pela expressiva votação e pela confiança, fez um relato dos desafios e conquistas do mandato e as ações para essa nova jorna de quatro anos.
Foto Atlanticanews

Foto Atlanticanews


















segunda-feira, 8 de junho de 2015

A APLB EUNÁPOLIS CONVIDA...




A APLB Sindicato - Delegacia Costa Sul tem a honra de convidar os Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação e a comunidade para a cerimônia de posse da nova diretoria sindical para o exercício 2015 / 2019, a realizar - se no dia 11 de junho de 2015 às 18 horas e 30 minutos na Câmara Municipal de Eunápolis.


‘‘Não é a consciência do homem que lhe determina o ser,
mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência.’’
KARL MARX

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Servidores públicos debatem direito de greve em comissão do Senado Federal

Servidores Públicos participaram na segunda-feira (1), de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH), do Senado Federal, com o objetivo discutir o direito de greve e consolidar um projeto que possibilite estender este direito constitucional aos servidores. A audiência foi requerida e coordenada pelo senador Paulo Paim (PT/RS), e reuniu parlamentares, sindicalistas, juristas e representantes do executivo federal.

Houve consenso entre os participantes de que não dá pra falar em direito de greve sem antes regulamentar a negociação coletiva para os trabalhadores do serviço público. Os representantes sindicais argumentaram que negociar um texto de consenso em torno do Projeto de Lei - PL 287/2013, seria um bom caminho para dirimir as questões em torno da atividade sindical dos servidores públicos brasileiros.

O projeto dispõe sobre as relações do trabalho, o tratamento de conflitos, o direito de greve e regulamenta a Convenção nº 151 da Organização Internacional do Trabalho - OIT, estabelecendo as diretrizes da negociação coletiva no âmbito da administração pública dos Poderes da União , dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

No entanto, em relação ao PL 287, os sindicalistas foram alertados sobre os riscos da manutenção do artigo 15, que prevê a possibilidade do titular do poder editar o texto, ignorando, todo ou em parte, diversas questões submetidas a exaustivas negociações com as categorias interessadas.

Outro problema relacionado ao projeto é a proibição de que as categorias de servidores que executam atividades de segurança, ou armados, tenham direito a greve. Entre outros pontos aonde ainda não se construiu consenso entre as entidades sindicais, estes dois últimos foram os mais debatidos durante o encontro.

O diretor de Assuntos Legislativos da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e secretário do trabalhador em Serviço Público da CTB, João Paulo Ribeiro (JP), apontou como problema contido no texto do PL 287/2013: a não permissão ao direito de greve a todos os servidores que, no exercício de suas atividades, portem armas de fogo. “Há incoerência de que os servidores da área de segurança não podem fazer greve. Se for assim, os auditores e fiscais federais também estariam impossibilitados de, legalmente, paralisarem suas atividades para reivindicar suas demandas. Precisamos buscar alternativas à essas questões, antes de encaminhar o PL 287/2013 ao senador Paulo Paim. Não dá pra limitar greve. Nós estamos em um país democrático. Defendemos que até os servidores das Forças Armadas tenham direito a instrumentos de negociação equivalentes aos demais trabalhadores”.

JP também criticou os parâmetros que dividem as carreiras dos servidores. “Para nós, todos os trabalhadores contratados por concurso público pertencem ao grupo das carreiras típicas de Estado. É preciso jogar uma luz ao tema de maneira a eliminar essa confusão para evitar discriminações e eventuais prejuízos para determinadas categorias”, argumentou o representante da CSPB.

O secretário de relações do trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - MPOG, Sérgio Mendonça, afirmou que não dá para discutir direito à greve sem negociação coletiva e organização sindical.

A licença classista foi outro tema debatido na audiência. Para o representante do governo, com a apresentação de um projeto menos dispendioso do ponto de vista do impacto orçamentário, há ambiente para a retomada de negociações com o governo. “Não há, na minha avaliação, uma impossibilidade de discutir o mandato classista após o veto da presidenta. O projeto foi vetado por estender demais os benefícios e estar fora os parâmetros econômico/financeiros de que o governo dispunha naquela ocasião”.

Mendonça defendeu a equiparação de direitos em relação à legislação sindical do setor privado, mas apontou algumas diferenças que, na sua avaliação, são cruciais entre as categorias da iniciativa privada e do setor público: “no setor privado, o empregador, ao se deparar com aumentos salariais, busca, mais na frente, uma redução do quadro de funcionários como meio recompor o acréscimo de despesas advindas dos reajustes salariais. Essa situação coloca esses trabalhadores em condição de desvantagem aos servidores públicos", disse.

O diretor de Políticas Sociais e Assuntos Especiais do Sindfisco Nacional, José Devanir de Oliveira, defendeu que a receita do governo federal aumentou significativamente nos últimos anos, mas que, inexplicavelmente, a parcela dos investimentos em serviços públicos, percentualmente, segue em declínio ano após ano. “Em reunião com o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão - MPOG, Nelson Barbosa, ouvimos o argumento do governo de que não há espaço fiscal para atender as propostas de reajustes dos servidores. O que nos parece cada da mais evidente é que, para o governo, o servidor é sinônimo de despesa, não de investimento. Como consequência desse descaso, os servidores estão sofrendo, por exemplo, uma reforma previdenciária via Medida Provisória (MP). Como falar do direito de greve quando os gestores seguem desrespeitando o artigo 37 da CF, que determina que a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência? Essa regra segue, até os dias atuais, condicionada a uma lei específica que ainda não foi, quase 30 anos após a criação da nossa carta magna, implementada”, argumentou.

O secretário adjunto de Relações de Trabalho da Central Única dos Trabalhadores – CUT, Pedro Armengol,  criticou a postura autoritária do Estado brasileiro em relação aos servidores. “Nós temos a sensação de que temos, ainda, um estado autoritário. O problema do estado brasileiro é que ele não reconhece a necessidade de criar a relação bilateral de trabalho do governo com o serviço público. Já está virando senso comum de que a greve é legal desde que ela garanta 100% de atendimento ao público. Hoje, ao menos na área federal, a justiça exige, em media,  que cerca de 70% dos servidores de uma determinada categoria permaneça trabalhando em período de greve. Isso inviabiliza qualquer poder de pressão desses servidores por melhores condições de trabalho e de salário. Como exemplo, com apenas uma semana de greve,  o Sindicato dos Professores do Distrito Federal - Sinpro-DF,  já acumula 2 milhões de reais de multas judiciais. Essa é somente uma pequena demonstração da condução autoritária do Estado brasileiro que, infelizmente, atravessa governos. ” Pedro destacou a importância de providenciar uma reunião das centrais com a Fonacate para buscar um texto de consenso ao PL 287. “Estou certo de que restam apenas pequenos detalhes para apararmos as arestas e encaminharmos uma proposta consensuada entre as entidades sindicais”.

Fonte: Portal da CTB

Eu apoio o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Mídia Democrática


Eu quero o fim dos oligopólios e monopólios de mídia, a transparência nas concessões de canais de rádio e televisão, o fortalecimento da comunicação pública e comunitária, e a diversidade e a pluralidade de conteúdo nos meios de comunicação do Brasil. Por isso apoio o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Comunicação Social Eletrônica, conhecido como Projeto de Lei da Mídia Democrática, que regulamenta os arts. 5, 21, 220, 221, 222 e 223 da Constituição Federal.

Para assinar, clique aqui:

Fonte: Portal da CUT

Jornal Mural: Todos juntos contra o trabalho infantil


jornal mural abril 2015 final web








































































Fonte: Portal da CNTE

terça-feira, 2 de junho de 2015

Governador atende reivindicações da APLB-Sindicato, durante audiência realizada em 26 de maio


Na terça-feira, 26 de maio, dirigentes da APLB-Sindicato se reuniram com o governador Rui Costa, na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), de 10h às 12 horas. Várias reivindicações do sindicato foram debatidas durante a audiência. 

Um dos assuntos mais discutidos diz respeito aos prestadores de serviços temporários (PST). A APLB-Sindicato fez reunião com os prestadores de serviços nesse mês de maio (são 6.453 prestadores), sempre explicando que o regime PST configura exploração nociva da mão de obra, sobretudo porque os prestadores de serviço ganham apenas um terço (1/3) do profissional concursado. O governador, atendendo à reivindicação da APLB, afirmou que haverá seleção para substituir o PST. “Hoje nos reunimos com a APLB e anunciamos a substituição de todos os PSTs de professores por Reda. Serão mais de 6 mil professores contemplados. Ao mesmo tempo em que anunciamos a tramitação do processo para realização de concurso público, cujo edital devemos publicar até o mês de dezembro”, afirmou Rui Costa.

Sobre a URV, o governador disse que aguarda a decisão do Supremo Tribunal Federal para sentar à mesa de negociação com o sindicato e definir uma resolução da questão.

Em relação àqueles que querem se aposentar mas continuarem dando aula, definiu-se uma Gratificação de Permanência, estabelecida para os profissionais que preencherem os pré-requisitos previstos em lei, que se aposentam mas continuam trabalhando.

Também ficou garantida a eleição direta para diretores e vices das escolas em outubro próximo, como pretendia a APLB.

Uma nova gratificação para diretores de escolas, reivindicada pelo sindicato, também foi aprovada pelo governador Rui Costa.

Os dirigentes da APLB-Sindicato solicitaram ao governador intensificação do Pacto pela Educação, com implantação efetiva dos planos Nacional,  Estadual e Municipais de Educação.

Outra reivindicação do sindicato atendida pelo governador Rui Costa é a implantação de gabinete odontológico em escolas polos.

Também foi atendida a reivindicação de estágio para os estudantes das públicas.

Ficou definido que o terá agendas de reuniões com os secretários Osvaldo Barreto (da SEC); Etelvino Góes (da SAEB) e Josias Gomes (da SERIN) – que estavam presentes na audiência – para atualizar as reivindicações.